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Opinadela: Porto, uma marca e Rui Moreira, um verdadeiro autarca

Ontem – 29 de setembro – a Câmara Municipal do Porto lançou a nova imagem da cidade. O Porto é agora uma marca cada vez mais emergente. “Porto. Ponto” foi a tradução gráfica deste desejo interpretado pelo designer Eduardo Aires.

É ponto assente, e afirmo-o a plenos pulmões, que Eu Amo o Porto! A minha cidade é-me muito querida. A minha cidade faz parte de mim. E é com orgulho que a vejo fazer escolhas inovadoras e sábias, percorrendo agora caminhos que parecem ter a glória invicta novamente no horizonte.

O grafismo que agora escorre por toda a cidade – outdoors e carruagens do metro são 2 exemplos –, e que se pode encontrar impresso em t-shirts, sacos e livros, traz um novo ânimo. Parabenizo quem idealizou esta imagem e este grafismo, pois acho que está muito bem conseguido. Aliás, vou já saber onde posso comprar uma t-shirt. Podem ver mais imagens na página de Facebook oficial de Rui Moreira.

Nota: o site da C.M., contudo, está confuso, na minha opinião.

 

 

 

 

Conto: Não sei o que me dizem os teus olhos

Venho visitar-te. Custa-me tanto fazer estas visitas cordiais, apenas por simpatia, e ver-te assim. Não acredito que a minha presença – ou a minha ausência – te faça qualquer diferença. Mas neles faz. Nos teus filhos, nas tuas noras.

Estás sentada no cadeirão. Na verdade, mais parece que o cadeirão está a engolir esse teu corpo tão mirrado, tão desfigurado, tão frágil. Com a mão direita coças as costas da mão esquerda, tentando tirar algo que lá não está. Será que não reconheces as tuas rugas, a tua pele, as tuas veias salientes nessas mãos definhadas?

- “Olá!” – saúdo, tentando parecer animado – excessivamente animado. E tu olhas-me diretamente nos olhos. O teu olhar é vazio de reconhecimento, e eu noto o esforço que a tua mente faz para tentar compreender ou tentar lembrar.

- “Sabes quem é?” – pergunta-te a tua nora. – “É o teu neto. Tu sabes quem é o teu neto.”

E tu desvias rapidamente o olhar. Será que neto já não passa de uma mera palavra para a qual não encontras significado?

Inclino-me e peço-te um beijo. Voltas a fixar os teus olhos negros nos meus olhos mel. Aproximo-me lentamente. Não sei se ainda sabes o que é um beijo. Encosto a minha face à tua face.

- “Ande lá. Dê-lhe um beijinho.” – diz a minha mãe carinhosamente, mas tu, ainda assim, não reages.

Deposito um beijo e espero um pouco. O meu gesto deve ter despertado a tua memória física, o teu corpo deve ter reconhecido aquele movimento, aquele som – ou então o sentimento que o meu beijo transmite desperta a memória de um sentimento em ti. Lentamente unes os lábios e ouço o som típico de um beijo.

Insisto e encosto a minha outra face à tua outra face. A tua reação foi imediata. E surpreendes-me, beijando-me antes de eu te beijar a ti.

 

 

Cinema: A saga The Purge – uma noite caótica

Recentemente vi o filme The Purge: Anarchy, o segundo filme da saga de horror/thriller The Purge. Mais do que uma sequela, revelou ser o desenvolver de uma história centrada na natureza do ser humano enquanto animal violento.

Resumidamente, ambos os filmes desenrolam-se num futuro próximo, onde uma nova forma de governo permite que, uma vez por ano, durante 12h, os seus cidadãos possam cometer todas as atrocidades e crimes que pretendam, sem qualquer penalização, para se purgarem e voltarem a ser cidadãos “normais” nos restantes 364 (ou 365) dias. Quem não pretende fazer parte deste ritual, deverá barricar-se em casa e rezar para que não ser alvo da purgação de outros.

O primeiro filme, The Purge, conta com as representações de Ethan Hawke e Lena Headey (a Cersei Lannister de Game of Thrones), num filme mais centrado no horror ao estilo de The Strangers – uma família que vê a sua casa atacada por um grupo violento. Já a sequela, The Purge: Anarchy, conta com atores mais desconhecidos (excetuando Zach Gillford do filme Devil's Due), mas cuja capacidade de representação é agradável, e onde, para além de todas as perseguições, mortes e mutilações, a história foca as diferentes reações da sociedade a este feriado – aqueles que estão a favor, os que estão contra, a ação do governo, as verdadeiras intenções desta noite na redução populacional, as atitudes luxuosas e superiores dos ricos, o desespero daqueles sem dinheiro suficiente para uma proteção satisfatória. Este segundo filme introduz, igualmente, uma reflexão sobre a purgação enquanto modo de justiça, na medida em que vamos acompanhando a história pessoal do anti herói Sergeant e a sua motivação em prosseguir uma tentativa de purgação.

 

 

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